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  • Dra Alyne Gabrielly Borges Corrêa

Alergia Ocular em Crianças

Olhos vermelhos e lacrimejando? Pode ser alergia ocular.


As conjuntivites alérgicas são divididas em:

-sazonais

-perenes

-primaveris

-atópicas

-papilares gigantes


As conjuntivites sazonais e as perenes são as mais frequentes, têm curta duração e são benignas. São responsáveis por 90% dos casos de conjuntivite alérgica nas crianças e normalmente está associada à rinite e asma brônquica. Costuma surgir em alguns períodos do ano, com exposição a alérgenos específicos, como pólen, por exemplo. O principal sintoma é o prurido ocular, mas algumas crianças ao invés de coçar os olhos, começam a piscar de forma repetitiva, como se estivessem apertando os olhos, ou ainda, fazem movimentos com os olhos para cima, tentando abrir o máximo possível. Tal comportamento faz com que muitos pais pensem que a criança está apresentando algum “tique nervoso”, quando na verdade a criança está com alergia nos olhos. Outros sintomas que podem ocorrer na alergia ocular são: olhos vermelhos, lacrimejamento, inchaço palpebral e da conjuntiva.


O tratamento consiste em identificar os agentes causadores e afastá-los do ambiente onde a criança vive, o uso de antialérgicos em forma de colírios e em alguns casos por via oral também. Algumas medidas como compressas geladas com água filtrada e lágrimas artificiais, auxiliam na redução dos sintomas.


A conjuntivite primaveril é bem menos comum, no entanto, costuma durar de 10 a 20 anos e são mais graves. Normalmente acomete crianças com média de 6 anos de idade, principalmente do sexo masculino, e que vivem em locais de clima quente, com história familiar e pessoal de atopia. Os sintomas são: coceira nos olhos, lacrimejamento, fotofobia, sensação de corpo estranho e formação de muco na lágrima. Nessa forma de conjuntivite alérgica, o envolvimento da córnea é comum, podendo ocasionar lesões graves. O ceratocone também costuma estar relacionado à conjuntivite primaveril. O tratamento é realizado através de colírios antialérgicos, agentes imunomoduladores e corticoide na fase inicial, com retirada lenta e progressiva.


A conjuntivite atópica não é muito comum em crianças, é mais frequente no sexo masculino, entre a segunda e quinta décadas de vida. Costuma se manifestar em determinadas épocas do ano, principalmente nas estações frias. Ao longo dos anos, podem aparecer cicatrizes por dentro das pálpebras, provocando alteração na lubrificação ocular. O paciente se queixa de coceira, olhos vermelhos, fotofobia, pálpebras inchadas, e uma aparência de “gelatina” na conjuntiva. O tratamento é o mesmo da conjuntivite primaveril.


Conjuntivite papilar gigante é uma forma rara de conjuntivite alérgica em crianças. Normalmente está relacionado a traumas mecânicos na superfície ocular, provocados, por exemplo, pelo uso de lentes de contato, o que gera um processo inflamatório .

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